Aguardem para 2015
quarta-feira, 19 de novembro de 2014
terça-feira, 4 de novembro de 2014
sábado, 25 de outubro de 2014
Anamnese Respiratória
SISTEMA
RESPIRATÓRIO
Inspeção
- Presença de ( )
Abaulamentos ( ) Nodulações ( ) lesões
- Formas de Tórax: ( ) Normal (relação antero-posterior e
látero-lateral de 1:2)
( ) Globoso (relação diamétrica de 1:1)
( ) Em peito de pomba (proeminência anterior
do externo)
( ) Em peito escavado (retração do esterno
para dentro)
( ) Cifoescoliose torácica (proeminência
posterior da coluna vertebral).
- Simetria do Tórax: ( ) Simétrico (
) Assimétrico, ( ) Presença de abaulamento ou retração
(localização)
- Inspeção Dinâmica:
- Tipos respiratórios e
uso da musculatura acessória: (
) Abdominal ( ) Torácico ( ) Tóraco-abdominal
- Ritmos respiratórios: ( ) Normal inspiração com duração e intensidade
semelhante a expiração
( ) Suspiro (ansiedade, tensão
emocional)movimentos inspiratórios de amplitude crescente seguidos de
expirações breves e
rápidas.
( ) Cheyne-Stokes (TCE, AVC, insuficiência cardíaca, hipertensão intracraniana) fase de
apnéia
seguida de inspiração expiração cada vez mais intensas.
( ) Biot apnéia seguida de
inspirações e expirações anárquicas
( ) Kussmaul (acidose diabética) desencadeada
pela acidose e possui 4 fases.
( ) Agônico (insuficiência
respiratória aguda) “semelhante a um peixe fora da água”.
- Freqüência respiratória (normal: 16 a 20 irpm; em
paciente com sinais clínicos de insuficiência respiratória + de 35 irpm
é um critério de gravidade; = ou > 30 irpm é um dos sinais clínicos
de pneumonia grave), taquipnéia, bradipnéia, apnéia.
- Amplitude respiratória ( ) Normal ( ) Hipopnéia ( )
hiperpnéia
- Verificar: ( ) Cornagem
ou Estridor Laríngeo: respiração ruidosa; ( ) Tiragem: é a depressão dos espaços intercostais que ocorre
dinamicamente durante a inspiração. Expressa dispnéia inspiratória por
obstrução brônquica. Pode ser intercostal e/ou subcostal; ( ) Sinal de Lemos Torres: é um
abaulamento expiratório visto nas bases pulmonares, na face lateral do
hemitórax . Traduz a presença de um derrame pleural livre; ( ) Sinal ou fenômeno de Litten: é a
visualização do diafragma quando o mesmo faz sua incursão durante a inspiração
e expiração. Está abolido nos derrames pleurais moderados e volumosos.
Palpação
- Verificar temperatura_____________ e sensibilidade
torácica______________________________
- Presença de: (
) Gânglios; ( ) lesões da
pele; ( ) tumorações; ( ) abaulamentos.
Especificar:
________________________________
- Expansibilidade (análise comparativa bilateral):
( )Simétrica
( )Diminuída (onde:
_____________________)
( ) Aumentada (onde:
____________________________________)
(Pedir ao paciente para realizar inspiração forçada, expansibilidade
é verificada com as duas mãos do médico; verificar na face anterior: ao
nível da região supra-clavicular (lobos superiores) ou das regiões mamária (lobos médio e língula
– teste da expansibilidade lateral), e na face posterior: ao nível da escápula
(lobos superiores) e abaixo da escápula
(lobos inferiores – expansibilidade quase que exclusivamente lateral))
- Posição do Mediastino (detecta desvios do
mediastino através da posição da traquéia e do mediastino médio através do
impulso apical.). Com o dedo indicador toca-se a fossa supra-esternal
introduzindo o dedo nas partes moles de um lado e do outro da traquéia. Em
condições normais, na inspiração profunda, continua-se tocando apenas partes
moles, em casa de desvio o dedo toca-se a traquéia.
- Frêmito tóraco-vocal (FTV – é a palpação na parede
torácica das vibrações produzidas pelos sons vocais transmitidos à parede. A
palpação é feita com a superfície palmar dos dedos da mão e o paciente deve
repetir, em voz alta, o número 33, é mais intenso na base direita):
( )Simétrico ou
fisiológico ( )Diminuído (localização:
____________________________)
( )Aumentado
(localização: __________________________________________)
- Frêmito brônquico e frêmito pelural
_____________________________________________
-Pesquisa de Linfonodos (durante palpação do tórax,
deve-se pesquisar a presença de adenopatias nas fossas supraclaviculares, podem
ser causas: carcinoma brônquico, lonfonomas, tuberculose, paracoccidiodomicose
e sacoidose).
(*FTV no lobo superior direito é discretamente maior que o
esquerdo; verificado comparativamente – primeiro um pulmão e depois o outro
– abaixo da escápula com a palma da mão)
(*Transmissão do som se faz melhor nos meios sólidos e
elásticos)
FTV aumentado = consolidação dos espaços aéreos
FTV abolido = atelectasia, derrame pleural ou
pneumotórax
Percussão
Produzir vibrações na parede
torácica que transmitem aos órgãos e tecidos subjacentes.
- Som claro pulmonar simétrico ou atimpânico (normal) – verificar comparativamente. À
percussão do tórax, todas sua estruturas (arcabouço ósseo, partes moles e ar
nos pulmões, em conjunto, produzem um som, que é chamado de som claro pulmonar
ou simplesmente som normal).
- Submacicez / Macicez (relação ar/tecido reduzida, som de
alta freqüência e tonalidade, curto e sem ressonância. Como se tivesse
percutindo um órgão sólido. O som submaciço pode estar presente no precórdio. Ar
substituído por liquido ou consolidação de espaços aéreos e na atelectasia)
Maciço (exemplo o fígado)
- Hipersonoridade / Timpanismo - som produzido ao se
percutir uma víscera oca - (excesso na quantidade de ar em relação à quantidade
de tecido, tonalidade mais baixa, duração maiôs e mais ressonante. Pneumotórax,
asma e obstruções crônicas do fluxo aéreo devido a DPOC). Timpânico (espaço de
Traube)
(*Realizar manobra bilateralmente, na face
posterior, anterior e lateral, do ápice para a base) Som claro pulmonar (claro atimpânico): obtido na percussão dos campos
pulmonares. Som timpânico: obtido no espaço de Traube no epigástrio. Som
submaciço: obtido na região inferior do esterno. Som maciço: região
inframamária direita (macicez hepática) e região precordial. Hipersonoridade
(condições patológicas, lembra um tambor).
Ausculta (O
paciente deve ser instruído a respirar pela boca mais profundamente que o
normal, enquanto o examinado muda o estetoscópio de lugar, percorrendo o tórax
de cima para baixo, nas faces posteriores, anterior e lateral).
- Sons respiratórios
em seus devidos locais de ausculta
- Som bronquial (notas de alta freqüência, som mais
intenso e rude; inspiração rude, bem audível, a seguir uma pausa, e depois,
expiração bem audível e rude, de duração igual ou pouco maior à da inspiração –
Som mais intenso e rude): na traquéia (região supra-esternal). Ausculta
abaixa da cartilagem tireóide.
- Som broncovesicular (som intermediário; inspiração
e expiração de intensidades iguais e não há pausa entre elas): regiões supra e
infra-clavicular, supra-escapular, interescapulovertebral – (na prática: nos ápices
anteriores)
- Som vesicular ou murmúrio (notas de baixa
freqüência devido filtro acústico seletivo do parênquima; inspiração de
intensidade e duração maior, bem audível, suave e, logo a seguir, uma expiração
curta e pouco audível, não existe pausa): regiões mamária,infra-mamária e
infra-escapular . (na prática: base dos pulmões na face posterior, parte
média lateral)
- Ruídos adventícios ou ruídos: (são os sons
anormais, podem
ocorrer na inspiração e/ou na expiração, ser localizados ou difusos e ser
encontrados em pequena ou grande quantidade; todas essas características devem
ser registradas.), podem ser contínuos
ou descontínuos.
a) Contínuos,
que podem ser:
( ) roncos
(sons mais graves, semelhantes ao roncar ou ressonar de uma pessoa, origem
bronquial e com secreção).
( ) sibilos
(sons mais agudos, semelhante a um assobio ou chiado. origem nas vias aéreas e
requerem o fechamento prévio dos brônquios – asma e DPOC ). Estridor (tipo
especial de sibilo, com maior intensidade na inspiração, audível à distância,
acontece nas obstruções altas – laringe e traquéia)
(Independentemente da origem, roncos e sibilos tendem a ser
mais intensos durante e exiração).
b) Descontínuos (são explosivos, de curta
duração, sem caráter musical):
( ) crepitações
(´´atrito entre fios de cabelo``, sons descontínuos, explosivos e de curta
duração, ocorre devido descolamento de secreções nas grandes vias aéreas e reabertura súbita de brônquios previamente
colapsados. fibrose intersticial, edema e consolidação pulmonar). As
creptações podem ser grossas (maior duração, mais graves e mais intensas) ou
finas (menor duração, mais agudas e pouco intensas).
- Atrito Pleural (
) (audível nas duas partes do ciclo, pode ser de curta ou longa duração; atrito entre os dois folhetos
pleurais inflamados durante os movimentos ventilatórios. pode intensificar-se
com o aumento da pressão do estetoscópio sobre a parede torácica.)
- Ausculta da voz
Ressonância Vocal Normal:
ausculta-se um rumor indistinto na maioria das vezes. Ela pode estar aumentada
ou diminuída.
Brocofonia: ausculta distinta
da voz, pode ser:
Pectorilóquia fônica - é a
ausculta da voz falada.
Pectorilóquia áfona - é a
ausculta da voz sussurrada
Linhas e Regiões do Tórax
1. Tórax Anterior
Linhas Horizontais:
Primeira na 3ª articulação condroesternal.
Segunda na 6ª articulação condroesternal.
Regiões:
1. Esternal
2. Supra-esternal
3. Supra-clavicular
4. Infraclavicular
5. Mamária
6. Inframamária
2. Tórax Lateral
Linhas Verticais: axilar anterior, axilar medial., axilar
posterior
Linha Horizontal: ao nível da 6ª articulação condroesternal
Regiões:
7. Região Axilar
8. Região infra-axilar
3. Tórax posterior
Linhas verticais: linha vertebral e linhas escapular
direita e esquerda
Linhas horizontais: ao nível da borda superior e outra
inferior da escápula
Regiões:
9. Região Supra-escapular
10. Escapular
11. Interescapulovertebral
12. Infra-escapular
Tipos
de Tórax
Tórax
normal (1:2)
Tórax Globoso (1:1)
Tórax
em peito de pombo (1:1)
Tórax em peito escavado (<1:2)
Cifoescoliose torácica
Expansibilidade
Expansibilidade
dos lobos superiores
Expansibilidade
dos lobos superiores
Expansibilidade dos lobos médio e língula
Expansibilidade dos lobos inferiores
Palpação
da traquéia
Técnica de pesquisa do frêmito toracovocal
Técnica de Percussão
terça-feira, 21 de outubro de 2014
Sinais e sintomas abdominais
Sinais e sintomas abdominais
Sinal de Aaron
Sensação de desconforto no epigástrio quando se
comprime o ponto de Mac Burney;
Ocorre em casos de apendicite.
Sinal de Baldwin
Ocorre em casos de apendicite aguda;
Apêndice atrás do ceco ou cólon;
Ocorre rigidez ao nível do músculo lombar , quando
se comprime um ponto que fica a meio caminho entre a 12 costela e a crista
ilíaca , produz-se uma dor nítida bem definida essa dor resultante
da compressão constitui o sinal.
Sinal de Blumberg
Dor causada por liberação súbita da pressão
abdominal feita lenta e fortemente;
É uma sensibilidade rebote;
Peritonite;
No ponto de Mac Burney : apendicite , anexite.
Sinal de Courvosier
É a grande distensão da vesícula biliar
por obstrução do colédoco;
Vesícula biliar palpável em paciente
ictérico;
Traduz mais a presença de tumor(cabeça
de pâncreas) do que cálculo;
Sinal de Cullen
Coloração azulada da pele em torno da
cicatriz umbilical.
Deve-se ao extravasamento de sangue dos
espaços peritoneal e retroperitoneal
Ocorre em casos de ruptura aneurisma abdominal, pancreatite hemorrágica
aguda ,prenhez ectópica rota e em quaisquer causa de hemoperitônio
Sinal de Gersuny
Quando comprimimos uma massa abdominal de maneira profunda e
demorada ,e ao reduzirmos a pressão da mão, percebemos que a parede intestinal
desprega-se subitamente do bolo fecal, produzindo uma sensação peculiar ,
resultante da interposição de ar entre a parede intestinal e o bolo
fecal
Sinal de Giordano
Punho – percussão da região
lombar;faz-se a pesquisa nas partes alta, média e baixa.
Produz dor aguda e profunda;
Litíase renal, CA renal , abscesso perinefrético,pancreatite
e psoíte.
Sinal de Gobier
Consiste no
abaulamento da região epigástrica consequente à paralisia
, em bloco, do estômago e do cólon transverso;
Ocorre na pancreatite aguda.
Sinal de Grey-Turner
Coloração esverdeada , azulada
,azul-avermelhada, verde-acastanhada na pele do abdome inferior e dos flancos;
Causadas por equimoses maciças não
traumáticas;
A cor depende da fase de degradação da
hemoglobina infiltrada nos tecidos;
Ocorre principalmente na pancreatite
aguda hemorrágica.
Sinal de Jobert
É o timpanismo pré-hepático
ou ausência de macicez hepática;
A sonoridade se deve à interposição de
gás entre a face convexa do fígado e a parede abdominal ;
“sinal do pneumoperitônio”
Abscessos por germes anaeróbios,
interposição hepatodiafragmática do cólon.
Sinal de Kehr
É a dor referida na região do ombro por
inflamação aguda ou subaguda da superfície inferior do diafragma;
A localização da dor no ombro
corresponde à localização do processo inflamatório no diafragma;
Lesão no centro produz dor na parte mais
alta do ombro, lesão na parte anterior produz dor na frente da articulação do
ombro,
Lesão no dorso do
diafragma produz dor na parte posterior do ombro;
A dor violenta referida no ombro
esquerdo em caso de ruptura de baço, é também considerada “sinal de Kehr”.
Sinal de Lasegue
É a dor causada pela elevação da perna
estendida (sem fletir o joelho);
Em pessoa normal , alcança-se 90 sem
dor e sem alteração da curvatura lombar;
Sinal positivo antes de se chegar aos
60;
Traduz tensão sobre o nervo ciático(tumor, hérnia de disco, espondilartrose)
ou encurtamentodo tendão medial da coxa.
Sinal de Mcburney
Sensação dolorosa FID
Apendicite
Sinal de Murphy
Dificuldade que o paciente tem de fazer
uma inspiração profunda quando os dedos do médico comprimem o fundo do rebordo
costal direito( ponto cístico)
A inspiração é entrecortada;
A vesícula biliar inflamada em
contato com peritônio parietal leva a dor;
.Colecistite.
Sinal do obturador
Rotação interna da coxa fletida até
o seu limite externo;
Determina dor referida na região hipogástrica;
Pode estar presente nos
casos em que o processo inflamatório atinge a parede pévica;
Sinal do psoas
Ocorre quando há irritação do músculo
psoas;
Mais comum na apendicites retrocecais;
Sinal do psoas direito: O paciente em
decúbito lateral esquerdo ,ao hiperestender a coxa ,ocorre dor que
impede o prosseguimento da manobra.
Sinal de Rowsing
É realizado palpando-se o lado esquerdo
do abdome ; o paciente relatará dor no nível da FID;
A onda gasosa é transmitida pelo cólon
até o ceco, que já se encontra distendido , edemaciado , com excesso de
formação de gases por proliferação bacteriana .
Apendicite aguda.
Sinal de Von Wahl
Em casos de estrangulação intestinal
,delineia-se , na superfície do abdome , a alça distendida ( cheia de líquidos
e gases) .
À palpação, o médico vai sentir uma
resistência elástica e , à percussão , um ruído maciço ou um timbre metálico.
Insulinoterapia
Insulinoterapia
As insulinas podem ser divididas em dois
grupos: as de ação basal e as de ação prandial.
As de ação basal podem ser
intermadiárias (NPH) ou de ação prolongada. As de ação prandial podem ser de
ação rápida (regular) e ultra-rápida.
Como o diabético tipo 1 não produz
insulina endógena alguma, o tratamento com insulina exógena deve tentar reproduzir
a resposta fisiológica. Uma insulina de ação intermediária ou lenta substitui a
liberação sustentada de insulina pelo pâncreas (fase tardia). Enquanto que uma
insulina de ação rápida simula.o pico precoce pós-prandial.
No DM2, a insulinoterapia está indicada
no início do diagnóstico quando: glicemia > 270-300, HbA1C > 10%. Ao
longo do tratamento, pela cronicidade da doença.
A hiperglicemia inibe a função das
células beta, por isso em um tratamento inicial com insulina, pode ser que, em
2 a 3 meses a insulina pode ser retirada, voltando, em média, após 6 meses.
Vale ressaltar que o paciente com DM2
apresenta resistência à insulina aumentada (no DM1 o problema é somente a
produção), por isso ele necessita de doses maiores de insulina em relação ao
diabético tipo1.
O primeiro esquema para a DM2 é o
“bedtime”, com hipoglicemiantes orais durante o dia com NPH a noite (22h).
A transição para insulina plena no DM2
pode ser feita com NPH duas vezes ao dia (café e jantar). Pode-se também fazer
NPH e regular antes do café e antes do jantar. Estes últimos esquemas têm a
desvantagem de causarem muita hipoglicemia.
O esquema interessante é o “basal-bolus”,
onde é feita uma dose de glargina (insulina de ação prolongada e sem pico, para
simular a secreção basal) a noite associada a ultra-rápida nas 3 principais
refeições.
Deve ser realizado acompanhamento e
monitorização, além de contagem de carboidratos para melhor ajuste das doses
com as glicemias.
Em geral, os pacientes com DM2
utilizam-se de 0,6 a 2,0 U/Kg/dia (deve-se iniciar com 0,2 a 0,3 U/Kg/dia para
reduzir risco de hipoglicemia), sendo 2/3 pela e 1/3 a tarde.
No DM tipo 1 a insulina é a única
medicação eficaz para controle glicêmico.
Há dois esquemas básicos de
insulinoterapia, o convencional (1-2x/dia), deve-se iniciar com 0,2 a 0,5
U/Kg/dia, se necessário aumentar a cada 2/3 dias. O intensivo (3 ou + vezes ao
dia).
Existem três esquemas de insulinoterapia
mais utilizados:
ð Esquema 1: Duas
aplicações
ð Esquema 2:
Múltiplas aplicações (intensivo, basal-bolus)
ð Esquema 3:
Infusão contínua
a)
complicações da insulinoterapia
Hipoglicemia.
Lipodostrofias. Sendo a lipoatrofia
decorrente de reações alérgicas pela insulina bovina. Tornou-se rara com o uso
da recombinante humana. A lipohipertrofia ocorre quando não se realiza rodízio
dos locais de insulina (pois a insulina tem efeito anabólico), levando a
crescimento do tecido adiposo localizado (lipoma).
Inconvenientes: edema transitório no
inicio do tratamento. Ganho de peso e distúrbios da visão (refração).
b)
locais de aplicação da insulina
A via de aplicação é o tecido subcutâneo,
onde a absorção da insulina ocorre de modo mais lento, o que proporciona uma
ação contínua e segura. Embora a insulina possa ser aplicada em todo tecido
subcutâneo, as regiões mais adequadas para aplicação são as que ficam afastados
das articulações, grandes vasos sanguíneos, nervos e devem ser de fácil acesso.
São elas:
braços - face
posterior;
coxas - face anterior
e lateral externa. Em adultos compreende a região entre 12-15 cm abaixo do
grande trocânter e de 9-12 cm acima do joelho, numa faixa de 7-10cm de largura.
Em crianças a região permanece a mesma respeitando-se a proporcionalidade
corporal,
abdome - regiões
laterais direita e esquerda, distantes 4-6cm da cicatriz umbilical para adultos
e de 2-3cm em crianças,
nádegas - quadrante
superior lateral externo da região glútea.
O rodízio nos locais de aplicação é
necessário para a prevenção de lipodistrofia (hipo ou hiper). A absorção da
insulina nas áreas com lipodistrofias é lenta ou irregular. Dessa forma, é
recomendável esgotar as possibilidades de punções numa mesma região
distanciando-as em aproximadamente 2cm entre uma e outra. O rodízio a cada
aplicação causa uma variabilidade muito grande na absorção da insulina,
dificultando o controle glicêmico, sendo assim desaconselhado.
Para a seleção do local de aplicação, o
tempo de absorção para as diferentes regiões deve sempre ser levado em conta. A
velocidade de absorção é maior no abdome seguido dos braços, coxas e nádegas.
Os exercícios podem aumentar a velocidade de absorção da insulina pelo aumento
do fluxo sangüíneo na tela subcutânea da região exercitada enquanto que, as
áreas com lipodistrofia provocam redução e irregularidades de absorção.
Como exemplo, para quem
realiza múltiplas aplicações diárias, é possível estabelecer que as insulinas
do pré-café sejam feitas no braço, as do pré almoço no abdome, as do pré jantar
nas coxas e as de antes de deitar nos glúteos.
No sentido de garantir a efetividade da
insulinoterapia é recomendável que os pacientes discutam com a equipe a melhor
opção possível de rodízio bem como de intervenções adequadas para preservar a
integridade cutânea.
Não é recomendável realizar aplicações
nas regiões do corpo que serão mais utilizadas, durante os exercícios, pois
isso pode levar à hipoglicemia
Dermatologia II
Dermatologia II
Resumo de
Dermatologia
I)
Anatomia da pele
A pele apresenta três camadas:
ð Epiderme (epitélio
estratificado pavimentoso): é camada que varia de profundidade nas diferentes
regiões do corpo. Zonas sujeitas a maior atrito como palmas das mãos e pés têm
uma camada mais grossa e chegam até a 2mm de espessura. Não possui vasos
sanguíneos. Apresenta as seguintes camadas:
o
Camada
córnea: Tem espessura variável; sendo mais espessa
na palma da
mão e na planta do
pé; conferindo contra
a penetração de agentes
químicos e físicos. É
constituída por células
achatadas, mortas e sem núcleo.
O citoplasma dessa
célula é rico
em queratina;
o
Camada
granulosa (ou germinativa): É
constituída por células
escuras, achatadas, com
núcleo repleto de grânulos
cromatófilos, são grãos
de queratomalina, que
quando expulsos da
célula fazem queratinização da
epiderme, tornando a
camada granulosa impermeável à
água e a
outras moléculas e
confere grande resistência
à membrana celular.
o
Camada
espinhosa (ou camada de Malpighi): formada pela sobreposição de quatro ou seis
camadas de queratinócitos poliédricos. A coesão entre os queratinócitos explica
a resistência mecânica da epiderme. É
constituída por células
poliédricas, ligeiramente achatadas
que se unem
por desmossomas (essas ligações
tem aspecto de
espinho). Os desmossomos
têm a função
de manter a
coesão das células
da epiderme e
manter sua resistência
ao atrito.
o
Camada
basal: constituída pelas células que estão em contato com a derme. Desempenham
papel fundamental no processo de regeneração da epiderme, pela intensa
atividade mitótica. Sendo responsável pela constante renovação da pele. Células
diferenciadas:
§ Queratinócitos:
Produz uma proteína que impede a desidratação;
§ Melanócitos:
responsável pela produção de melanina. Os grânulos de melanina se encontram
sobre o núcleo, formando uma espécie de capuz, para proteger o DNA da radiação
ultra-violeta (tanto que temos o escurecimento da pele pela exposição solar –
aumento da síntese de melanina);
§ Células de
Langehans: são apresentadores de antígenos (aos linfócitos) e fazem parte do
sistema imune;
§ Células de
Merkerl: encontradas em maiores quantidades na sola dos pés e nas palmas das
mãos. São macro-receptores, ou seja, detectam deformações mecânicas do receptor
e tecidos adjacentes ao receptor,
como por exemplo
o tato e
a pressão. Além de possuírem
terminações nervosas;
ð Derme (ou cório): tecido que
sustenta a epiderme. É constituída de elementos fibrilares, como o colágeno e a
elastina e elementos da matriz extra-celular, como proteínas estruturais, íons
e água. É na derme que se localiza os vasos sanguíneos e linfáticos, bem como
os nervos e órgãos sensoriais a eles associados. Sua função é
aumentar a área
de contato entre
a derme e
a epiderme, dando
maior resistência à pele. Na
derme são encontrados : vasos sangüíneos e
linfáticos, nervos e
também são encontradas
estruturas derivadas da
epiderme tais como
pêlos, glândulas sebáceas
e sudoríparas e
unhas. Subdivide-se em duas camadas:
o
Camada
papilar em contato com a epiderme: Uma
camada delgada constituída
por tecido conjuntivo
frouxo, possui fibras
especiais de colágeno,
as papilas dérmicas,
que se inserem
na membrana basal
e possuem função
de prender a
derme na epiderme;
o
Camada
reticular: mais espessa e
constituída por tecido
conjuntivo denso.
ð Hipoderme (ou tecido
celular subcutâneo): tecnicamente já não faz patê da pele. Tecido conjuntivo
frouxo, que faz conexão entre a derme e fáscia muscular, a camada de tecido
adiposo é variável à pessoa e localização. Constituída de tecido adiposo que
faz a proteção contra o frio. Funções:
Reservatório
energético, isolante térmico, modela a superfície corporal, absorção de choque
e fixação de órgãos
II)
Sinais e fenômenos importantes:
1)
Fenômeno de Kobner: elevações cutâneas decorrentes a traumas. Comum em
psoríase, vitiligo e líquen plano;
2)
Pregas de Morgan-Dennie: pregas infra-orbitária, característica em crianças com
dermatite atópica;
3)
Sinal da vela: os fragmentos obtidos pela curetagem das escamas assemelham-se
aos obtidos pela raspagem de uma vela. Ocorre na psoríase;
4)
Sinal de Auspitz (Sinal da gota de orvalho): aparecimento de pontos de sangue
ao se remover as escamas. Presente na psoríase;
5)
Sinal de Zileri: estiramento da pele lecionada fazendo aparecer descamação.
Está positivo em: pitiríase versicolor,
6)
Sinal de Nikolsky: uma bolha pode ser induzida na pele aparentemente íntegra
caso de exerça firme pressão lateral. Esta positivo no pênfigo,
7)
Exantema morbiliforme: eritema entremeado com áreas de pele sã. Comum nas
farmacodermias, rubéola e sarampo;
8)
Exantema escarlatiniforme: eritema difuso e uniforme. Comum na escarlatina;
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